domingo, 22 de novembro de 2009

Intencionalidade

Não te cansas pedir desculpas intermináveis?
Não te chateia nunca ter a intenção de magoar?
Não te confunde nunca saber se está ferindo ou não alguém?
Não te perturba essa falta de jeito com as palavras e as emoções que elas provocam nos outros?
Não te irrita não entender o que as pessoas esperam de você?
Não te intriga nunca saber qual a intenção que está por trás?
Não te impressiona saber que todo mundo pode ser bem intencionado de acordo com suas conveniências?

Precisar ninguém precisa saber,
Mas eu queria muito saber suas intenções... rs

sábado, 21 de novembro de 2009

Obrigação de ser feliz

É bonito ver alguém sorrir
É lindo ver pessoas felizes
É maravilhoso ver tudo dar certo e fluir bem
Ficamos contentes com tamanha novidade que se apresenta.

Mas porque muitas vezes nos sentimos obrigados a ser felizes?
Porque precisamos mostrar que somos fortes pra realmente sermos?
Nem tudo precisa dar certo, mas queremos que dê, por que?
Apenas porque queremos mostrar pros outros que somos felizes e que somos capazes de conseguir tudo que queremos.

Somos obrigados o tempo todo a mostrar o semblante alegre porque assim seremos chamados de simpáticos por rir a toa.

E no fim agente descobre que a vida é repleta de quadros de variados tons e emoções e o mundo muito cheio de aparências e vivências ilusórias...isso porque nos sentimos obrigados a mostrar as cores que o mundo quer ver de você.

sábado, 12 de setembro de 2009

Rupturas e medos


Sabe aquelas fases na vida que parece que você passa por teste de resistência? É como se a vida estivesse lhe testando, lhe desafiando o tempo todo pra ver o quanto você resiste, o quanto aguenta...

Mas quem disse que a vida seria assim previsível, planejada? Quem disse que haveria tempo pra pensar bem no que fazer ou esperar que as coisas se resolvam por si só? As vezes não dá tempo, ou você toma as decisões, rompe com seus medos e receios e enfrenta o que há para enfrentar ou o tempo passa e as coisas não se resolvem, se bem que o tempo há de passar de qualquer maneira, mas será que haverá tempo ainda pra esperar?

A cada dia que passa vou vivendo, aprendendo e percebendo coisas novas... me surpreendendo com minha força e minha capacidade de superar transições difíceis e importantes na minha vida.

Me surpreendo pois nos dias que formam o meu passado eu jamais planejei ou imaginei que eu vivesse tanta coisa que vivo hoje nem tão pouco jamais pensei que agiria da forma que tenho agindo.

Nessas horas eu percebo uma mulher diferente de mim a cada momento, descubro que meus medos, eram medos de crescer, medo de romper com meus costumes e sentimentos e de repente eu acordo e saio dessa zona de conforto que é o conformismo e noto que mudar é o melhor jeito de rever conceitos e descobrir novas maneiras de ser feliz.

Do nada eu descubro uma força gigante em mim que jamais pensei que existia, percebo o quanto é difícil a ruptura com velhos hábitos e velhas maneiras de ser e viver a vida, mas difícil do que romper através de ações é romper as idéias e pensamentos tão enraizados em nós, sentimentos às vezes difíceis de desprender. Disto compreendo que quando mudamos a mente, agir conforme as novas idéias é bem mais fácil.

Tantas rupturas, tantos medos, tantas mudanças...tantas coisas vividas e tantas coisas pra viver. Tantas coisas pra descobrir em mim, tantos lados meus que eu ainda não reparei...

Vamos nos entregando as experiências, vivendo as emoções que elas nos trazem, saboreando o gosto de rir e chorar com nossas escolhas. Mas se é pra ser feliz ou sofrer que assim seja, mas que seja por algo que eu tenha decidido fazer.

De qualquer maneira, é bom saber que podemos mudar e uma frase resume bem essa liberdade de pensar e agir. “Só não muda de idéias quem não as têm”

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Culpa da preguiça



foto: http://br.olhares.com/festim_foto1557211.html

Estou me sentindo, culpada por não conseguir reagir a inércia.

Não consigo ler, estudar, pensar , escrever, vou falar de que?

Falar da falta do que dizer.

Incrível como uma agulha que me acontece acaba por desandar o meu bolo.

A preguiça mental muitas vezes vem acompanhada ao corpo, um fardo cansado é incapaz de reagir mentalmente.

Vou pensando em como eu era responsável, cumpria prazos, lia livros bons, escrevia direito, falava melhor... e sinto saudades.

Se bem que naquele tempo eu era mais estressada, mais exigente, mais preocupada com as certezas e verdades que eu tinha, mas acabou-se tudo.

Acabou quando vi que ninguém me cobrava mais nada e que quem mandava em mim agora era eu, acabou quando eu passei a ganhar mais e comprar só o que queria e nem sempre o que queria era o que eu precisava.

As cobranças diminuíram e a pressa também, mas os compromissos aumentaram as responsabilidades também, o corpo é o mesmo, mas a mente já é outra.

Saudades desse ócio criativo que deixa as pessoas com mais vontade de produzir coisas boas que elevam o ânimo.

E eu estou me arrastando mesmo que nem “lesma com artrite” como diz o Pedro.
Sem pressa e sem pressão... Tudo culpa da preguiça

Cadê aquela velha moça que um dia eu conheci? Saudades de mim Ana? Não! Saudades só da coragem que você tinha...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Observando cenas...



Devaneios a parte, reparei aqui em frente a minha casa um senhor que faz da sua casa um pequeno salão de cortar cabelo, ele mora e trabalha no mesmo recinto, a noite ou quando o sol já se foi ele pega a sua cadeira de balanço e senta ali em frente a sua casa olhando pro final da rua. Ele faz isso freqüentemente, espera os fregueses aparecerem assim: sentado olhando a rua...

Talvez ele não tenha mesmo pressa, nem nada a perder estando ali.
Mas será que ele é feliz? Será que não sente falta de nada?

Talvez ele nem se preocupe com isso, não sinta falta de nada ou a vida já é o suficiente.

E qual a graça de viver assim? Esperando a vida acontecer, nem perspectivas de crescimento?

Talvez a graça não seja a grandeza...

A graça da vida dele não é a pressa, a urgência de curtir a vida, pois pela idade mais avançada, ele já viveu o que quis e o que não quis viver.

O fato é que ele não se obriga a viver, ele simplesmente vive, vive do modo dele e a graça está aí em agraciar o mundo que tem ou viver a graça do mundo.

sábado, 25 de julho de 2009

O peso que a gente leva..

Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?

As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?

Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.

É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.

E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo.
Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É conseqüência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou. É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.

Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos...

Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.

Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.

Pe. Fábio de Melo

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Uma homenagem



Achei uma imagem num blog que simboliza um pouco dessa pessoa amante do chá e sensivel como uma rosa. Sensivel mas que não beira a fragilidade, são as emoções que brotam a flor da pele...uma canção pra você Helena, simples assim...estou pensando em algo legal pra dizer nestas horas, enquanto não vêm ofereço esta música que me faz lembrar você.

Vilarejo
Marisa Monte
Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor
Para quando você for